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Pentecostes e Missão
Data: 15/05/2012


Onde estamos plantados – Lc 13. 6-9
Como Igreja Metodista, somos uma das primeiras Igrejas Evangélicas a serem plantadas no Brasil. O Rev. James L. Kennedy, em sua obra clássica 50 Anos de Metodismo no Brasil, registrou a motivação dos primeiros missionários da seguinte forma: “Mr. Pitts partiu de Nashville em maio de 1835 [...] No dia 28 de junho, ele partiu da cidade de Baltimore para o Brasil, e no dia 19 de agosto, desembarcou no Rio de Janeiro. Encetou logo seus trabalhos ministeriais naquela grande cidade, pregando em algumas casas particulares. Assim foi iniciada a pregação do Evangelho pelo primeiro ministro metodista que implantou o Reino de Deus naquela região ...”[1] Sabemos que houve descontinuidade entre este início e outras retomadas da evangelização do Brasil.  O certo é que fomos um dos primeiros a realizar esforços missionários no Brasil. Vejamos à luz da parábola da figueira o quanto temos frutificado.

A tẽnah (figueira) era, juntamente com a videira, uma das árvores frutíferas mais populares em Israel. Ela crescia, dava frutos muito rápido, duas vezes por ano; a primeira colheita era em junho, chamada em hebraico de bikkûrah (cf. Jr 24.2; Os 9.10), e a segunda colheita era em agosto, chamado o figo segundo o tẽnah[2]. Daí, que aquele momento era certamente a época de colheita de fruto, a surpresa e indignação do dono foram grandes em novamente vir e não encontrar fruto na figueira.

A figueira foi identificada em alguns momentos com Israel, o povo de Deus, à semelhança da videira (cf. Os 9.10). Sem dúvida, Jesus usa esta comparação ao contar esta parábola. Neste caso, Deus é novamente o agricultor que planta e sustenta a figueira, tudo para vê-la dar fruto e glorificá-lo com eles. O que se aprende com isso é que a Igreja é essa figueira, e precisamos frutificar. A conhecida parábola do semeador nos dá a medida do frutificar. Nela, o objetivo é sublinhar que podemos colher a 30, a 60 e a 100 por um[3]. Daí, se podem tirar duas lições: a) A primeira é que quem está fazendo a obra de semeador da Palavra de Deus com integridade e santidade de vida deve produzir fruto. Se estivermos trabalhando e nosso ministério não está produzindo frutos, algo está errado conosco, e não com Deus. Temos que avaliar melhor nosso ministério. b) Em segundo lugar, quando estamos cumprindo corretamente a tarefa de semeador, teremos frutos em três diferentes proporções, o que indica três solos diferentes, produzindo frutos em quantidade diferentes, mas produzindo frutos! Qual a proporção que estamos colhendo? Trabalhemos para colher a medida de 100 por um. O Senhor da Seara deseja ver-nos colhendo frutos em abundância. Ele é parte desta obra, e por isso pronto a nos abençoar. O Pentecostes é a celebração da colheita. Em Jerusalém, foram três mil vidas no dia de Pentecostes. E a nossa festa da colheita é este grande desafio: queremos apresentar vidas convertidas como resultado do nosso empenho no anúncio do Evangelho no domingo 27 de maio; para isso, mobilize sua igreja.

 

Pentecostes e Missão
Estou convencido de que parte da razão de não frutificarmos hoje como a Igreja do Pentecostes tem muito a ver com nossa submissão às ordenanças de Jesus, nossa obediência à “grande comissão” (cf. Mt 28.18-20; Mc 16.15-18; Lc 24.46-49; Jo 20.21-23). A ordem é ir e fazer discípulos, batizando, ensinando o evangelho. Noutra, diz que devemos pregar a toda criatura. Noutro, diz que devemos pregar o arrependimento para a remissão de pecados, que devemos orar pelos enfermos, expulsar demônios, enfim estender o Reino de Deus em nosso estado e nação.

Estamos celebrando o Pentecostes. É uma festa cujo sentido simbólico é a colheita e da visitação do Espírito Santo; sim, Deus derramando de sua presença. No dia de Pentecostes, esta presença foi vista como línguas de fogo, acontecimento que gerou um ardor missionário que redundou em 3 mil vidas como colheita (cf. At 2.41); logo em seguida, mais 5 mil (cf At 4.4). A pregação era clara: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” (At 2.37-38). A pregação também era centrada em Jesus: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (At 4.11-12).

Hoje fico envergonhado, ao ver as estatísticas de algumas igrejas; em um ano inteiro de trabalho, uma igreja receber um membro à comunhão da igreja; outras, 2, 3, 5, 8, a metade por transferência ou assunção de votos. Perdoem-me, mas isso indica que o pastor ou a pastora e a igreja como um todo não é ganhadora de vidas para Cristo. Irmãos e irmãs, se fôssemos uma empresa, alguns/mas pastores/as e líderes seriam mandados embora, por descumprimento das ordens recebidas. Sim, temos muitas atividades nas igrejas, mas não paramos para avaliar se elas realmente concorrem para o cumprimento da ordenança de Jesus, que é ide e fazei discípulos, batizando-os [...] etc. Vamos parar com atividades improdutivas para o Reino de Deus. Anote esta frase que o Espírito Santo colocou no meu coração: “A bênção não vem sobre nós, porque estamos cumprindo o nosso próprio programa, muito louvor, muito festival de pizza, e pouca obediência à ordem de Jesus, de fazer discípulos, pregar o Evangelho a toda criatura.” Nosso problema é que estamos desobedecendo a Deus. Como é que vamos ser abençoados?

Alguém poderia dizer: O bispo está radicalizando, afinal eu visito enfermos, aconselho as ovelhas, há muitas outras atividades pastorais a serem cumpridas. É verdade, mas quando você vai ao hospital você distribui folhetos, fala com os outros enfermos do amor de Deus? Enfim, a razão de ser da Igreja é o anúncio do Evangelho e o convite aos pecadores. Uma igreja na unção do Espírito do Pentecostes tem esta paixão que João Wesley definia de modo claro e radical: “... nada saber senão ganhar almas.”

Esperando no Senhor que este Pentecostes seja um tempo abençoado para você e sua igreja, estou, como Bispo e companheiro de missão, orando por vós, para que frutifiqueis em vidas convertidas a Cristo. Aproveito para tornar a enviar a convocação de oração feita em outubro de 2006, para que a fogueira de oração não se apague em nenhuma igreja local da 1ª Região Eclesiástica.

 

Em Cristo,

 

 

Bispo Paulo Lockmann

 

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