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Desafios ao Crescimento e ao Descipulado
Data: 08/11/2013

Desafios ao Crescimento e ao Discipulado



 



 

(Hb 11.1-7)

 

1)      Introdução – Questões básicas para a Igreja.

 

Mobilizado ainda pelos estudos dados pelo Pr. Abe Huber em nosso ministerial, entre muitas coisas

que aprendemos, algo que me chamou a atenção foi como tudo começou. “Do nada”: três pessoas

alcançaram um ministério abençoado e frutífero. Ele mencionou três barreiras que precisam ser

vencidas:

 

1-      Primeiro a descrença de que a Igreja pode crescer;

2-      Segundo precisamos fechar a porta dos fundos, parar de perder gente;

3-      Exercer uma  audaciosa.

 

2)      Crescer ou não crescer.

 

Paulo ensina, escrevendo aos Efésios: ”Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele

que é a cabeça, Cristo...” (Ef  4.15). A Igreja nascida no Pentecostes apresenta um sucessivo e

significativo crescimento: “... os que aceitaram a Palavra foram batizados, havendo um acréscimo de

três mil pessoas. (Atos 2.41)” .... enquanto isto, acrescentava-lhes o Senhor dia a dia os que iam

sendo salvos... (Atos 2.47) ... muitos dos que ouviram a palavra aceitaram, subindo o número de

homens a cinco mil...” (Atos 4.4). E assim vai, os testemunhos sobre o crescimento da Igreja

Primitiva. Mesmo assim há uma imensa quantidade de pessoas que tem dificuldade de crer num

grande crescimento da Igreja. São fortalezas mentais que apregoam que é bom: “ser um pequeno

povo mui feliz”. Há os que teorizam que não há perspectiva de crescimento para o Protestantismo

histórico. Isso tem nome: Falta de fé de que o Deus que operou na Igreja Primitiva não opera mais.

Ora, a nossa própria história metodista contraria isso. Eu creio que testemunhos como “E crescia

mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (Atos

5.14) continua real para Igreja hoje. Uns dizem que depois de 200 membros a igreja local não

consegue vivenciar a comunhão, a vivência de se ser um corpo; alegam que as pessoas não se

conhecem mutuamente como irmãos na fé. Na verdade, esta é um tipo de igreja onde as pessoas se

encontram somente no culto, alguns poucos na Escola Dominical, são encontros rápidos. Numa

igreja no discipulado todos estão integrados num grupo, se conhecem e se cuidam mutuamente, os

testemunhos e experiências do grupo (célula) são apresentados como testemunho para toda igreja e esta se fortalece e cresce ao ver a comunhão se realizando. “... Da multidãodos que creram era um o coração e a alma...” (Atos 4.32a).

 

3)      Fechando a porta dos fundos

 

A segunda barreira é o fechar a porta dos fundos. Hoje é um dos mais graves problemas da Igreja.

Não é por acaso que o último recenseamento apontou milhares de “evangélicos sem Igreja.” A

maioria deixou a Igreja, não foram cuidados, não foram buscados, e ainda são tratados com críticas e

acusações.

Não podemos continuar ganhando e perdendo vidas preciosas para Deus; isso é uma espécie de

infanticídio. Ou seja, nós alcançamos o coração das pessoas, graças à ação do Espírito Santo, mas

não cuidamos dos recém-nascidos, ou cuidamos mal. O resultado é que os novos convertidos ficam

desapontados com sua incapacidade de viver o Evangelho, a vida cristã, ou não alcançam as

promessas feitas no púlpito, desanimam e vão embora. Quando não, por assistirem cenas na vida da

Igreja demasiadamente pecaminosas e desapontadoras.

O resultado é que um ex-crente com um coração endurecido, com mágoas e ressentimentos, torna-

se muito cético e fica extremamente difícil voltar a evangelizá-lo.“Quando o espírito imundo sai do

homem, anda por lugares áridos, procurando repouso, porém não encontra, por isso, diz: Voltarei para

minha casa donde saí. E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada. Então, vai e leva

consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele

homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.” (Mt 12.43-

45). A única receita para este mal é o discipulado, trabalho semanal em grupos de discipulado

(célula), onde cada convertido que chega é nutrido na fé, tratado em seus problemas, um verdadeiro

pastoreio profundo. Ali ele aprende a aplicar os princípios da Palavra no seu dia a dia. Recebe

acompanhamento e cuidado, dificilmente volta a perder-se. “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça

que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo

transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” (2 Tm 2.1-2).

 

4)      Fé - elemento decisivo

A terceira questão é a do exercício da fé, tema bastante desafiador biblicamente, historicamente e

doutrinariamente. O exercício da fé é caminho de crescimento e maturidade cristã. Vivemos num

mundo de tantas afirmações pessoais, do eu posso, dos diplomas, que quase não precisamos mais

de Deus. Deus torna-se um detalhe que só adquire importância em momentos de desespero. É o

último, recurso quando deveria ser o único. Estamos entrando no mês da Reforma Protestante, onde

graça e fé adquiriram relevância definitiva, o trio: Somente a graça, somente a fé e somente as Escrituras mudou o Cristianismo.

Por tudo isso é que nos inspiramos no texto de Hebreus 11. Ali aparece a Igreja vivendo tempo de

perseguição e necessidade de afirmar sua identidade como comunidade de fé, deixando de ser tão

somente uma seita judaica.

A perseguição pode ser ilustrada pelas palavras do capítulo 10 que introduz o hino à fé do capítulo 11:

“Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores, em que, depois de iluminados, sustentastes

grande luta e sofrimentos; ora expostos como em espetáculo, tanto de opróbrio quanto

 de tribulações, ora tornando-vos coparticipantes com aqueles que desse modo foram

tratados. Porque não somente vos compadecestes dos encarcerados, como também

aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ciência de possuirdes vós

mesmos patrimônio superior e durável. Não abandoneis, portanto, a vossa

confiança; ela tem grande galardão.” (Hb 10.32-35).

 

O segundo elemento é apontar para a Escatologia como fonte de fé na intervenção futura de Deus

em favor da Igreja: “Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará...” (Hb

10.37).

“Podemos dizer que para a Bíblia, em geral, fé é a fonte e o centro de toda vida cristã. Ao plano que

Deus vem desenvolvendo no tempo, deve o ser humano, responder com fé. Nas pegadas de Abraão

“pai de todos os que creem” [1]  (Rm 4.11).

Para concluir, a importância de uma experiência “da fé que vence” (1 Jo 5. 1-5). Ouçamos um

testemunho de Wesley “O barbeiro que me barbeava disse: “Senhor, eu louvo a Deus por sua causa.

Quando o senhor estava em Bolton, a última vez, eu era o ébrio mais notável da cidade; fui ouvi-lo

pregar, fiquei perto da janela e Deus me feriu no coração. Então orei, pedindo poder sobre o meu

vício de beber, e Deus me deu mais do que eu pedira: tirou-me o desejo de beber; contudo, eu me

sentia pior, sempre pior, até que no dia 5 de abril p.p. não me aguentava mais. Sabia que cairia no

inferno naquele instante, se Deus não me socorresse; mas Ele me apareceu, e me fez saber que me

amava; então senti a doce paz. No entanto, não podia eu dizer que tinha fé; mas ontem fez um ano

que Deus me deu fé, e seu amor me tem transbordado o coração até agora.”

 

Bispo Paulo Lockmann

 

 

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